terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eleições 2010 - Em quem devo votar?

EM QUEM DEVO VOTAR?
TEXTOS: ROMANOS 13.1-7; 1 SAMUEL 8, 12

Antes de votarmos em qualquer candidato a algum cargo político, devemos nos perguntar: “em quem devo votar? Devemos ponderar quem Deus quer que coloquemos para governar-nos por quatro anos. Claro que devemos abandonar todo interesse pessoal e egoísta e pensarmos no benefício de todos, especialmente na glória de Deus.
Precisamos considerar que aqueles que colocarmos no poder serão aqueles que receberão a nossa submissão e obediência em tudo aquilo que o Senhor não for infringido. Ou seja, estaremos prontos a cumprir suas determinações e leis que declaradamente não ofenderem os princípios maiores, que são os de Deus. Analisemos então Romanos 13.1-7
1. DEUS É O DOADOR DA AUTORIDADE – v.1
2. Os crentes têm uma base racional distinta para se submeterem, de modo apropriado, às autoridades governamentais: o reconhecimento de que o próprio Deus é a fonte do governo na sociedade humana (Pv 8.15,16; Dn 2.21. Nenhum governante chega ao poder se não for pela determinação de Deus. Os bons (para o bem do povo) e os maus (para a disciplina do povo). Toda autoridade é instituída por Deus. Seja para o povo se alegrar ou seja para o povo gemer.
3. REBELAR-SE CONTRA A AUTORIDADE CIVIL IMPLICA NO MESMO CONTRA DEUS – v.2-3
Quando o Governo nos impõe boas leis e normas que não ferem os princípios bíblicos e nós não as cumprimos estamos transgredindo não somente ao Estado, mas também a Deus. O Legislativo, o Judiciário e o Executivo são instituídos por Deus para serem autoridades respeitadas e obedecidas por nós quando eles cumprem seus deveres de acordo com a vontade revelada de Deus.
4. A AUTORIDADE DEVE BENEFICIAR A SOCIEDADE – v.4 a
Isto é a sua função normal, mesmo quando as autoridades do governo sejam reconhecidamente não-cristãs. O dever do governo ou qualquer autoridade é realizar o bem ao povo. Este bem se aplica na vida física, emocional, moral, ética, social e acima de tudo espiritual do indivíduo, se é que podemos distingui-lo assim.
5. DEUS OUTORGA AO ESTADO O PODER DA ESPADA – v. 4b
A “espada”, ou seja, o poder da vida e morte dos mal-feitores; Punição capital (At 25.11). É verdade que em um sistema atual falho é difícil adotarmos essa atitude na nossa realidade brasileira. Mas, o Governo tem este poder de fazer se o fizer com justiça e equidade. É bom notar que isto não dá o direito de normatizar atos como a “eutanásia” e “aborto” e outras ações condenadas pelo Criador.
6. A SOCIEDADE NÃO DEVE DEIXAR DE PAGAR SEUS IMPOSTOS – v.6
Visto que a tarefa do governo é divinamente ordenada e requer apoio financeiro, o crente deve pagar imposto com sentimento de devoção a Deus – Mt 22.21; compare com At 4.18-31; 1Co 6.1; 1Pe 2.13.
É errado sonegar impostos. O cidadão fiel não sonega, não retém para si o que não lhe pertence. Mas também, é errado o Governo impor pesados tributos ao povo. Isso sempre foi condenado por Deus que odeia a desigualdade social onde os ricos ficam cada vez mais ricos às custas dos pobres. Deus abomina a usura, o uso de juros altos que escravizam os necessitados.
I. O INÍCIO DA MONARQUIA - O povo exige um rei (1Sm 8)
Na Bíblia hebraica, 1 Samuel vem depois de Juízes, o qual termina com triste o refrão: “naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (Jz 21.25). Samuel trouxe o governo teocrático. Ou seja, Deus mesmo governava através de seu representante o profeta, sacerdote e juiz.
A instituição da monarquia foi um novo estágio na história política e religiosa de Israel, embora essa idéia propriamente dita fosse conhecida nos vizinhos (Jz 3.12). Uma das causas da relutância de Israel não ter instalado ainda um rei, está revelada nas palavras de Gideão (Jz 8.23). Um princípio fundamental na fé do povo israelita era de que o próprio Senhor (Javé) era o soberano de Israel, e o seu grande Rei (8.7; 12.12). Mas, já existiam idéias de um rei – Nm 24.7,17-19.
Nesse contexto, vê-se com clareza a pecaminosidade ao clamor do povo por um rei humano. Não que Israel não deveria ter um rei, mas, o que é censurável é o desejo do povo de ter um rei “como o tem todas as nações” (8.5), porque esse desejo significa a rejeição do maior de todos os reis (8.7).
II. A QUEDA DO REI QUE O POVO QUIS – a decepção do primeiro rei de Israel.
Saul é apresentado em 9.2 como uma pessoa impressionante de notável aparência presumivelmente como o povo queria (10.23). Quando fazemos escolhas usando meramente conceitos humanos e interesseiros certamente estamos cavando a nossa própria cova. A monarquia foi claramente concebida como tendo necessidade da orientação de Deus, assim como nós precisamos da orientação divina para eleger nossos governantes e não usarmos a nossa paixão partidária e egoísta. Saul falhou em algumas ocasiões importantíssimas com relação às exigências de Deus:
1. Não esperou por Samuel, tomou o lugar de profeta – 1Sm 13.8-14;
2. Desobedeceu a Deus preservando a vida do rei e de muitos animais – 1Sm 15
3. Necromancia e espiritismo – 1Sm 28.7; 1Cr 10.13.14;
Existem políticos que estão envolvidos com coisas contrárias à vontade de Deus na Sua Palavra? Então não o coloquemos no poder, senão será uma tragédia.
Para eleger alguém como líder eram precisos três passos:
Primeiro: a designação como tendo sido a escolha do Senhor.
Você já sabe qual é a vontade do Senhor? Já ponderou estando de joelhos e Bíblia aberta para saber bem em quem deve votar?
Segundo: uma demonstração de bravura e de ter recebido poder da parte do Senhor ao realizar uma façanha heróica, e;
Terceiro: a confirmação pelo povo.
Saul fora designado por Samuel e tivera uma experiência profética (10). Atacou os filisteus (10.5,8) e teve vitória importante, e é coroado em Gilgal.
Saibam que depois de você votar será de fato aquele em quem você votou que estará lá. Você é responsável por isso!
O processo de ascensão ao trono foi completado, e o discurso de Samuel no capítulo 12.3-15 mostra três argumentos para compelir o povo a reconhecer a sua própria culpa em pedir um rei:
1. Convida o povo a concordar que ele tinha sido um líder inculpável – v.4-5;
2. Ressalta que sempre tinha sido o Senhor quem nomeava líderes – v.6; e se mostravam adequados – v.7,8;
3. Enfatiza que, mesmo quando os israelitas “esqueceram-se do Senhor, seu Deus”, o Senhor fora gracioso para com eles. Embora os sujeitasse à opressão dos inimigos – v. 9. Ele atendia suas confissões de pecados e seus rogos por livramento (10) e suscitava juízes, entre os quais estava o próprio Samuel (11). Dentro desse contexto da suficiência da provisão do Senhor, a exigência do povo em ter um rei humano, embora o próprio Senhor fosse seu rei (12), pode ser considerada rebelião (8.7). Mesmo assim a monarquia pode ter sucesso, se tanto o rei quanto o povo temerem ao Senhor, o servirem e atenderem à sua voz (14).
CONCLUSÃO: leiamos 1Sm 12.13 em contraste com 8.18, 16.1 e 8.10. Depois disto eu e você podemos responder: “Em quem devo votar?”
Pela amada igreja, a eleita do Senhor: Pr. João Duarte

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

NOTA DE FALECIMENTO


Faleceu, na Igreja dos negligentes e frios na fé, dona "Reunião de Oração", que já estava enferma desde os primeiros séculos da era cristã.

Foi proprietária de grandes avivamentos bíblicos e de grande poder e influência no passado.

Os médicos constataram que sua doença foi motivada pela "frieza de coração", devido a falta de circulação do "sangue da fé". Constataram ainda: "dureza de joelhos" - não dobravam mais - "fraqueza de ânimo" e muita falta de boa vontade.

Foi medicada, mas erroneamente, pois lhe deram grande dose de "administração de empresa", mudando-lhe o regime; o xarope de reuniões sociais" sufocou-a; deram-lhe "injeções de competições esportivas", o que provocou má circulação nas amizades, trazendo ainda os males da carne: rivalidades, ciúmes, principalmente entre os jovens.

Administraram-lhe muitos "acampamentos", e comprimidos de "clube de campo".

Até cápsulas de "gincana" lhe deram pra tomar!

RESULTADO: Morreu Dona "Reunião de Oração"!

A autópsia revelou: falta de alimentação, como "pão da vida", carência de "água viva", e ausência de vida espiritual.

Em sua memória, a Igreja dos negligentes, situada na Rua do Mundanismo, número 666, estará fechada nos cultos de 3as e 5as Feiras; aos domingos, haverá Culto ou escola dominical, só pela manhã, assim mesmo quando não houver dias feriados, emendando o lazer de Sexta a Segunda e vigília nem pensar.

Agora, uma pergunta:

SERÁ QUE O LEITOR NÃO AJUDOU A MATAR A DONA "REUNIÃO DE ORAÇÃO"?

Fonte: email recebido do Pr. Enéas Alexandrino

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

As Eleições e os políticos

O Tempora, O Mores: As Eleições e os Políticos!: "Como estamos na proximidade das eleições de 2010, resolvi 'requentar' este post antigo, que ajuda também a responder algumas perguntas que m..."

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Plena Satisfação em Deus - Parte 2.

Desenvolvido pelo ministério Desiring God, nos Estados Unidos, e produzido no Brasil pela Editora Fiel, este vídeo exclusivo faz parte de um DVD que contém 8 mensagens do pastor John Piper.

John Piper, parte 2 from Editora Fiel on Vimeo.

A DESINTEGRAÇÃO DA IGREJA

A DESINTEGRAÇÃO DA IGREJA
MALAQUIAS

Você é multmaniano? Ou você é bultmaniano? Ou é boffiniano? Ou talvez você seja finniano? Alguns devem está desejosos de responder: “Não, eu sou terráqueo mesmo”. Me entendam: mesmo sem saber você pode ser uma destas coisas!
Multmann e Leonardo Boff são dois grandes colaboradores da Teologia da Libertação. Rudolf Bultmann foi uma mola propulsora para a Teologia Liberal e consequentemente para a vida cristã liberal. Na intenção de apresentar uma mensagem contextualizada pecou proclamando um ensino que nega a veracidade, suficiência e inerrância das Escrituras. Charles Finney foi grande influência no modelo evangelístico de hoje. Ele criou o sistema de apelo, criou o “banco dos aflitos” onde os ouvintes de suas mensagens poderiam ir para demonstrarem seus desejos de uma suposta nova vida. Só que daqueles convertidos pelos apelos emocionais de Finney poucos permaneciam. Com isso a igreja foi invadida pelo liberalismo e pelo secularismo desenfreado. E onde estavam estes homens? Nos seminários e faculdades.
E o que dizer da Teologia da Prosperidade? O que pensarmos de Kenneth Hagin, Benny Hinn (Bom Dia Espírito Santo), David (Paul) Yonggi Cho, no Brasil você conhece Bispo Macedo, Missionário R.R. Soares (que é cunhado de Edir Macedo), Apóstolo Waldemiro Santiago, o casal Estevam e Sônia Hernandes, Valnice Milhomens, Marco Feliciano e Silas Malafaia. Eles vendem as bênçãos de Deus! Eles não ganham dinheiro para evangelizar, mas, evangelizam para ganhar dinheiro! E estão conquistando nossas igrejas. Os membros de nossas igrejas preferem o ensino deles em detrimento ao nosso.
Hernandes Dias Lopes desabafa:
O espírito pós-moderno tem levado muitos crentes à banalização do sagrado. Milhares de pessoas entram pelos umbrais da igreja evangélica, mas continuam prisioneiras de suas crendices e de seus pecados. Têm nome de crente, cacuete de crente, mas não vida de santidade. Em vez de ser instruídas na verdade, são alimentadas por toda sorte de misticismo forâneo às Escrituras. Em vez de crescerem no conhecimento e na graça de Cristo, aprofundam-se ainda mais no antropocentrismo idolátrico, ainda que maquiado de espiritualidade efusiva. Dentro desta cosmovisão, os céus estão a serviço da terra. Deus está a serviço do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra, mas a vontade do homem no céu. Tudo tem de girar ao redor das escolhas, gostos e preferências do homem. O bem-estar do homem e não a glória de Deus tornou-se o foco central da vida. Assim, o culto também tornou-se antropocêntrico. Cantamos para o nosso próprio deleite. Louvamo-nos a nós mesmos. Influenciados pela síndrome de Babel, celebramos o nosso próprio nome.
Nesse contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ela é resultado de uma pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno evangelho.
A banalização da teologia desemboca na vulgarização da ética. Onde não tem doutrina bíblica sólida não pode haver vida irrepreensível. A teologia é mãe da ética. A ética procede da teologia. Onde a verdade é substituída pela experiência, a igreja pode até crescer numericamente, mas torna-se confusa, doente e corrompida. O povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Onde falta a Palavra de Deus, o povo se corrompe. Outrossim, onde não há santidade, ainda que haja ortodoxia, o nome de Deus é blasfemado.
Leonard Ravenhil diz:
“E eu costumava dizer que mesmo que tardasse, a igreja sofreria pelo pecado da América. Eu mudei de idéia. Acredito que a América sofrerá pelo pecado da igreja”.
Andrew Bonar disse:
“Eu procurei pela igreja e a encontrei no mundo. Eu procurei pelo mundo e o encontrei na igreja”.

Para falarmos num contexto semelhante a este é preciso ler o ultimo profeta do Antigo Testamento, Malaquias. Temo em pensar que alguns pastores só abram neste livro da Bíblia para lerem o capítulo 3 versículo 10. Mas este profeta tem uma mensagem atual e poderosa para a igreja e seus pastores. Leiamos Ml 1.6-14
I. UM DESPREZO DO NOME DE DEUS
Vemos aqui o Antropocentrismo:
O homem valoriza o homem. Um culto ao homem. O homem se encontra no centro da vida e das atenções. Quando valorizamos demasiadamente o homem desvalorizamos a Deus. Quando tributamos honras ao homem desonramos a Deus! Diante disso, o nosso dever é:
a. Honrar a Deus como Amoroso – v.2 a
b. Honrar a Deus como Pai – v.6
c. Honrar a Deus como Senhor – v.6
d. Honrar a Deus como o grande Rei – v.8 e 14b
e. Honrar a Deus como Gracioso – v.9 a e 1.5
f. Honrar a Deus como Grandioso – v.11
g. Honrar a Deus como SENHOR dos Exércitos – v.14c - título que dá ênfase ao seu poder. O termo “Exércitos” pode ser entendido como se referindo ou aos astros, ou aos anjos, ou às forças armadas de Israel.
h. Honrar a Deus como possuidor de um nome terrível – v.14 d
Deus, e somente Deus merece a honra e a glória. Soli Deo glória, disseram os reformadores! Façamos um culto teocêntrico, abandonemos toda exaltação ao homem. Deus deve ser o receptor, Deus deve ser o motivo, Deus deve ser o conteúdo do seu culto, somente Deus!
Aquele povo não dava gloria a Deus. Como assim?
Eles ofereciam pão imundo:
Eles ofereciam animal doente:
Eles ofereciam fogo sem vida: v.10
Eles ofereciam um serviço cansativo: v.13
II. A REJEIÇÃO POR PARTE DE DEUS
Vejam que Deus indica a graça dEle para aquele povo – v.9 a
Porém, Ele exige mudanças de atitudes – 9b “mas, com tais ofertas em vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa?”
Observe comigo que antes da oferta (culto) Deus ver o ofertante. Antes de Deus avaliar a adoração ele avalia o adorador. Deus diz para aqueles que realizavam os cultos: “Eu não tenho prazer em vós”. Ele não se agradou do culto, mas antes não se agradou do adorador! Não foi assim com Caim e Abel?
Deus rejeita o culto congregacional. Ele deseja que alguém feche as portas do templo para que não haja culto – v.10
Enganam-se aqueles que pensam que Deus tem apenas um atributo. Deus é amor, mas também é Deus zeloso... O mesmo Deus que amou a Jacó aborreceu a Esaú.
a. Ele é Deus que amaldiçoa o enganador – v.14 a – É maldito todo pastor hipócrita, ator, que finge que mente que engana fingindo entregar um culto agradável a Deus;
b. Ele é Deus que amaldiçoa as bênçãos do sacerdote: 2.2
c. Ele é Deus que amaldiçoa os próprios sacerdotes: 2.2
d. Ele é Deus que reprova a descendência dos sacerdotes: 2.3
e. Ele é Deus que abomina o pecado e o pecador: 2.16 e Salmo 5.5


III. A ACEITAÇÃO DO MINISTÉRIO ÍNTEGRO
Observemos 2.5-7 quatro marcas de um ministério íntegro que é aceito por Deus:
1. O ministro íntegro mantém um profundo relacionamento com Deus –
“[...] com efeito ele me temeu, e tremeu por causa do meu nome [...] andou comigo em paz e em retidão”.
Muitos que trabalham para Deus não andam com Deus. Muitos que dirão: Senhor, Senhor, não herdarão o reino dos céus;
Muitos que fazem muita coisa não têm feito o mais importante! Marta e Maria;
Muitos estão pisando em terreno santo de forma leviana. Isaias viu o trono de Deus e lá estavam os querubins com seis asas...

2. O ministro íntegro é incorruptível na doutrina – “A verdadeira instrução esteve em sua boca”.
O ministro que fala no nome de Deus deve falar nada menos e nada mais do que a Palavra de Deus! Não acrescenta nem diminui.
As pregações de hoje estão repletas de liberalismo, sincretismo, pragmatismo e ortodoxia morta.
Paulo exorta a Tito e a nós: “No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito”.
A heresia que matou o ministro certamente matará o povo. Há pastores que alimentam lobos e deixam as ovelhas comendo espinhos.
3. O ministro íntegro é estudioso e proclamador da Palavra de Deus – v.7
Existem ministros que não estudam, acham que já sabem de tudo e são auto-suficientes. Em 17/08/1760, John Wesley escreveu uma sincera carta a John Trembath exortando-o a agir diligentemente no preparo e aplicação do sermão.

“O que tem lhe prejudicado excessivamente nos últimos tempos e, temo que seja o mesmo atualmente, é a carência de leitura. Eu raramente conheci um pregador que lesse tão pouco. E talvez por negligenciar a leitura, você tenha perdido o gosto por ela. Por esta razão, o seu talento na pregação não se desenvolve. Você é apenas o mesmo de há sete anos. É vigoroso, mas não é profundo; há pouca variedade; não há seqüência de argumentos. Só a leitura pode suprir esta deficiência, juntamente com a meditação e a oração diária. Você engana a si mesmo, omitindo isso. Você nunca poderá ser um pregador fecundo nem mesmo um crente íntegro. Vamos, comece! Estabeleça um horário para exercícios pessoais. Poderá adquirir o gosto que não tem; o que no início é tedioso será agradável, posteriormente. Quer goste ou não, leia e ore diariamente. É para sua vida; não há outro caminho; caso contrário, você será, sempre, um frívolo, medíocre e superficial pregador."
Existem pastores que perderam o gosto de pastorear. Me lembro que um certo rapaz acostumado com doutores de todas as áreas me perguntou: “Para ser pastor é preciso estudar o quê?”
Então eu respondi: “Teologia”.
- Ah, esse curso pode ser feito nas horas vagas de um estudante de medicina, por exemplo – disse ele.
Então eu disse: “Pode ser. Mas, o médico vai cuidar de salvar vidas físicas. O pastor vai ajudar salvar e cuidar de almas eternas!
4. O ministro íntegro é um ganhador de almas – 2.6 - “... e da iniqüidade apartou a muitos”.
O ministro íntegro faz o trabalho de um evangelista. Ele acredita que o evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê!
O ministro íntegro visita as famílias com oração e evangelismo para ganhá-las para Cristo...
Quando me sinto deficiente nesta área volto à minha biblioteca e leio “O pescador de almas” de Spurgeon, além da Bíblia, claro.

CONCLUSÃO

A igreja está se desintegrando! Você deve lutar para ter um ministério íntegro! Deus nos ajude!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

JEJUAR, PARA QUE? Você pratica o jejum?

O JEJUM
TEXTO: MATEUS 6:16 – 18

Existe consideráveis extremos neste assunto. Alguns usam do jejum de forma exagerada a ponto de se prejudicarem, enquanto outros, não praticam de modo algum. Saibamos que o jejum é um dos meios da graça.
Aqui em Mt. 6:16 – 18 vemos o jejum com expressão de humilhação. Jesus condenava a atitude hipócrita dos fariseus, que tentavam demonstrar uma vida de tristeza pelos pecados, mas não passava de teatro. Este texto não está incentivando mentir para que descubram que está jejuando, mas antes, incentiva a sinceridade na adoração, ou seja, no jejum.
• O jejum não é mera falta de alimento (dieta). É observado, a fim de que a mente e o coração possa concentrar – se, não em questões materiais, mas inteiramente em Deus, nas tarefas por Ele designadas.

Em Mateus 9.14-17, nos aparece mais ensino sobre o jejum:
• A presença de Jesus era motivo de festa e não de luto;Jesus não recomendou o jejum com expressão de lamentação aos seus discípulos, pois Ele estava presente.
• O que Jesus quis demonstrar é que a salvação que ele trouxe não estava em sintonia com jejuns dos quais a nota de alegria se achava completamente excluída, e que isso era especialmente verdadeiro no tocante a seus discípulos, os homens que se mantinham no mais íntimo relacionamento com ele. O vinho novo do resgate e das riquezas para quantos estavam dispostos a aceitar essas bênçãos, mesmo para publicanos e pecadores, deve ser derramado nos novos odres da gratidão, da liberdade e do serviço espontâneo para a glória de Deus.


A observância devida do Jejum – Isaias 58.

1 – Pode acontecer de se observarem jejuns regularmente sem haver respostas de Deus – v. 3.

Apesar de sua religiosidade, eles não se preocupavam com o próximo. (1:15 – 17; Am.5: 23 – 24). Deviam declarar um feriado religioso para orarem e jejuar. Mas eles queriam descansar enquanto outros trabalhavam.

2 – O jejum não pode ser acompanhado de contendas e rixas – v. 4.
Estas atitudes demonstram seu orgulho e ódio. Com certeza estas orações não serão ouvidas por Deus, os jejuns de nada valerão.

3 – Deus não requer meros sacrifícios e sim misericórdia – v. 5 – 7.
Deus olha para expressões de humildade e contrição interiores diante Dele, não para as devoções aos rituais (Mt. 6:16).

4 – Se tão somente fizermos como Deus manda, nós seremos ouvidos. – vv. 8 – 14.
Para que o Senhor nos dê da sua força, do ardor, do poder, da alegria, da unidade, da disposição, do ânimo e do bom desempenho, devemos buscar o verdadeiro avivamento espiritual. O jejum é um dos meios pelos quais recebemos da Sua graça e misericórdia. Busquemos então.

Algumas considerações:
• Sempre anda junto com a oração;
• É a abstinência voluntária de alimentos como um exercício religioso;
• Pode ser individual ou coletivo.

Devemos aprender que:

I – O Jejum pode ser uma expressão de humilhação:
• Tristeza pelo pecado e confissão de pecados.
 Lev. 16:29-34 – o dia da expiação, uma vez por ano.
 I Rs 21:27; Dn.9:3,4 e Jn 3:5.

II - O jejum pode ser uma expressão da lamentação:

a) Pelo mal já experimentado:
• Derrota numa batalha (Jz. 20:26);
• Luto ( I Sm.31:12);
• A chegada de notícias dolorosas (Ne. 1:4)
• Uma praga(Jl 1:14; 2:12 – 15).

b) Pelo mal ainda ameaçado de vir.
• 2 Cr. 20:3,5 ; Et. 4:3 ; 9:31.
A base para o jejum aqui é que a tristeza e a angústia causava a perda de apetite (I Sm.1:7).

III – O jejum pode ser para promover a concentração sobre um ato ou evento religioso importante.
a) Envio de missionários – At. 13:2,3;
b) Designação de Presbíteros – At. 14:23 e Ex. 34:2,28.

A Lei sugere só um dia de jejum, mas com o passar do tempo foi – se aumentando:
• Do nascer ao pôr – do – sol – Jz. 20:26; I Sm. 14:24;
• Durante 7(sete) dias – Sm. 31:13;
• Por três semanas – Dn. 10:3;
• Por 40(quarenta) dias – Dt. 9:9,18;
• Nos meses quinto e sétimo – Zc. 7: 3 – 5;
• E ainda nos meses 4º, 5º, 7º e 10º - Zc. 8:19;
• E “duas vezes por semana” (Lc. 18:12). O que se tornou o orgulho dos fariseus.

terça-feira, 15 de junho de 2010

1.
2.
O Voltemos ao Evangelho está completando 2 anos de existência.
3. E para comemorar eles estão postando especiais com
4. sorteios, novidades e muito mais.
5. Esta semana eles estão sorteando 23 livros. Imperdível!
6.
7. Clique aqui e conheça este blog e participe dos sorteios.
8.

sábado, 29 de maio de 2010

Palmadas em crianças? Jesus BATERIA numa criança

INTERNAUTAS CRISTÃOS está em festa!

Há pouco tempo, cerca de um ano e meio, tive o privilégio que muitos já tinham há cinco anos. Acessei o antigo “CRISTAOSONLINE”, que hoje se chama “INTERNAUTAS CRISTÃOS” (http://www.internautascristaos.com.br/). Naquele maravilhoso link pude adentrar em conteúdos novos e restauradores para mim. Não me continha a apenas ler os artigos, mas também a ver os vídeos de sermões, clipes musicais, mensagens em áudios e escritas com temáticas sobre a igreja, Cristo, o Espírito Santo, vida cristã, e vários outros. Ao mesmo tempo em que apreciamos o conteúdo podemos acessar rádios e nos comunicar com outros crentes de variados lugares. E o que é bom ressaltar: o conteúdo do “INTERNAUTAS CRISTÃOS” tem princípios calvinistas.
Agora, para celebrar seus cinco anos de vida, o site Internautas Cristãos está lançando uma promoção de aniversário exclusiva para blogueiros e com muitos prêmios. Participe você também! (http://www.internautascristaos.blogspot.com/2010/05/promocoes-de-aniversario-do-site-com.html).

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Oração de um profeta menor

Oração de um Profeta Menor
A.W. Tozer

Esta oração é pronunciada por um homem chamado a ser testemunha ante as nações, e foram estas as palavras que disse ao seu Senhor no dia em que foi ordenado. Depois de os anciãos e ministros terem orado e pousado sobre ele as suas mãos, retirou-se para estar a sós com o seu Salvador, no silêncio, mais além do que os seus irmãos bem intencionados o podiam levar. E disse:

Senhor, escutei a tua voz e tive medo. Chamaste-me a uma tarefa solene numa hora grave e perigosa. Em breve abalarás todas as nações, a terra e também o céu, para que fique só aquilo que é inabalável. Senhor, nosso Senhor, aprouve-Te honrar-me chamando-me a ser teu servo. Só aceita esta honra aquele que é chamado a ser teu servo, visto ter de ministrar junto àqueles que são obstinados de coração e duros de ouvido. Eles Te rejeitaram, a Ti, que és o Amo, e não posso esperar que me recebam a mim, que sou o servo.

Meu Deus, não vou perder tempo a deplorar a minha fraqueza ou a minha incapacidade para o trabalho. A responsabilidade é tua, não minha, pois disseste: “Conheci-te, ordenei te, santifiquei-te”, e também: “Irás a todos aqueles a quem Eu te enviar, e falarás tudo aquilo que Eu te ordenar”. Quem sou eu para argumentar contigo ou para pôr em dúvida a tua escolha soberana? A decisão não é minha, mas sim tua. Assim seja, Senhor; cumpra-se a tua vontade e não a minha.

Bem sei, Deus dos profetas e dos apóstolos, que, enquanto eu Te honrar, Tu me honrarás a mim. Ajuda-me, portanto, a fazer este voto solene de Te honrar em toda a minha vida e trabalho futuros, quer ganhando quer perdendo, na vida ou na morte, e a manter intacto esse voto enquanto eu viver.

É tempo, ó Deus, de agires, pois o inimigo entrou nos teus pastos e as ovelhas são dilaceradas e dispersas. Abundam também falsos pastores que negam o perigo e se riem das ameaças que rodeiam o teu rebanho. As ovelhas são enganadas por estes mercenários e seguem-nos com fidelidade, enquanto o lobo se acerca para matar e destruir. Imploro-Te que me dês olhos bem abertos para descobrir a presença do inimigo; que me dês compreensão para distinguir entre o falso e o verdadeiro amigo. Dá-me visão para ver e coragem para declarar fielmente o que vejo. Torna a minha voz tão parecida com a tua que até as ovelhas doentes a reconheçam e Te sigam.

Senhor Jesus, aproximo-me de Ti em busca de preparação espiritual. Pousa a tua mão sobre mim. Ungeme com o óleo do profeta do Novo Testamento. Impede que eu me transforme num religioso e perca assim a minha vocação profética. Salva-me da maldição que paira sombriamente sobre o sacerdócio moderno; a maldição da transigência, da imitação, do profissionalismo. Salva-me do erro de julgar uma igreja pelo número de seus membros, pela sua popularidade ou pelo total de suas ofertas anuais. Ajuda-me a lembrar-me de que eu sou profeta, não um animador, não um gerente religioso, mas um profeta. Que eu nunca me transforme num escravo das multidões. Cura a minha alma das ambições carnais e livra-me do prurido da publicidade. Salva-me da servidão das coisas materiais. Impede-me de gastar o tempo entretendo- me com as coisas da minha casa. Faze o teu terror pousar sobre mim, ó Deus, e impele-me para o lugar de oração onde eu possa lutar com os principados, e potestades, e príncipes das trevas deste mundo. Livra-me de comer demais e de dormir demais. Ensina- me a auto-disciplina para que eu possa ser um bom soldado de Jesus Cristo.

Aceito trabalho duro e pequenas compensações nesta vida. Não peço um cargo fácil. Procurarei ser cego aos pequenos processos de facilitar a vida. Se outros procuram o caminho mais plano, eu procurarei o caminho mais árduo, sem os julgar com demasiada severidade. Esperarei oposição e procurarei aceitá-la serenamente quando ela vier. Ou se, como por vezes sucede aos teus servos, o teu povo bondoso me obrigar a aceitar ofertas expressivas de gratidão, conserva-Te ao meu lado e salva-me da praga que a isso freqüentemente se segue; ensina-me a usar o que porventura receber de tal modo que não prejudique a minha alma nem diminua o meu poder espiritual. E se a tua providência permitir que me advenham honras da tua Igreja, que eu não esqueça naquela hora que sou indigno da mais ínfima das tuas misericórdias, e que, se os homens me conhecessem tão intimamente como eu me conheço a mim próprio, me retirariam tais honrarias para as darem a outros mais dignos delas.

E agora, Senhor do céu e da terra, consagro-Te o resto dos meus dias, sejam eles muitos ou poucos, consoante a tua vontade. Quer eu me erga perante os grandes quer ministre aos pobres e humildes, essa escolha não é minha, e eu não a influenciaria, mesmo que pudesse. Sou teu servo para cumprir a tua vontade. Ela é mais doce para mim do que a posição, ou as riquezas, ou a fama, e escolho a acima de tudo o mais na terra ou no céu.

Embora eu tenha sido escolhido por Ti e honrado por uma alta e santa vocação, que eu nunca esqueça que não passo de um homem de pó e cinza com todos os defeitos e paixões naturais que atormentam a humanidade. Rogo-Te, portanto, meu Senhor e Redentor, que me salves de mim próprio e de todo o mal que eu puder fazer a mim mesmo enquanto procuro ser uma bênção para os outros. Enche-me do teu poder pelo Espírito Santo, e eu caminharei na tua força e proclamarei a tua justiça - a tua tão somente. Anunciarei a mensagem do teu amor redentor enquanto tiver forças.

E, Senhor amado, quando eu for velho e estiver fatigado, demasiado cansado para prosseguir, prepara-me um lugar lá em cima e conta-me entre o número dos teus santos na glória eterna. Amém.

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ADORAÇÃO - Esta é para o "grupo de Louvor da igreja", e para todos nós!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pregação de Prosperidade

John Piper


Quando leio sobre pregação de prosperidade nas igrejas, minha resposta é: “Se não estivesse dentro do Cristianismo, eu não desejaria estar.” Em outras palavras: se essa é a mensagem de Jesus, não, obrigado!

Atrair as pessoas a Cristo prometendo riqueza é tanto enganoso como mortífero. É enganoso porque quando o próprio Jesus nos chamou, ele disse coisas como: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33). E é mortífero porque o desejo de ser rico faz com que as pessoas caiam “na ruína e perdição” (1 Timóteo 6:19). Assim, aqui está o meu apelo aos pregadores do evangelho.
1. Não desenvolva uma filosofia de ministério que torne difícil as pessoas entrar no céu.

Jesus disse: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” Seus discípulos ficaram estupefatos, como muitos no movimento de “prosperidade” deveriam ficar. Assim, Jesus aumentou ainda mais o assombro deles dizendo: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. Eles responderam em descrença: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus disse: “Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Marcos 10:23-27). Minha pergunta para os pregadores da prosperidade é: Por que você desejaria desenvolver um foco ministerial que torna difícil as pessoas entrar no céu?
2. Não desenvolva uma filosofia de ministério que atice desejos suicidas nas pessoas.

Paulo disse: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1 Timóteo 6:6-10).

Assim, minha pergunta para os pregadores da prosperidade é: Por que você desejaria desenvolver um ministério que encoraja as pessoas a se atormentarem com muitas dores e se afogarem na ruína e perdição?
3. Não desenvolva uma filosofia de ministério que encoraje a vulnerabilidade à traça e à ferrugem.

Jesus adverte contra o esforço de ajuntar tesouro na terra. Isto é, ele nos manda ser doadores, e não guardiões. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mateus 6:19).

Sim, todos nós guardamos algo. Mas dada a nossa tendência inerente em todos nós para com a ambição, por que deveríamos tirar o foco de Jesus e invertê-lo totalmente?
4. Não desenvolva uma filosofia de ministério que faça trabalho duro significar acúmulo de riqueza.

Paulo disse que não deveríamos roubar. A alternativa era trabalhar duro com as nossas próprias mãos. Mas o propósito principal não era meramente acumular ou mesmo ter. O propósito era “ter para dar.” “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” (Efésios 4:28). Isso não é justificação para ser rico a fim de dar mais. É um chamado para fazer mais e acumular menos, para que possa dar mais. Não há razão pela qual uma pessoa que ganha R$ 500.000,00 por ano deva viver diferentemente de uma pessoa que ganha R$ 200.000,00. Descubra um estilo de vida moderado; corte os seus gastos supérfluos; então, dê o restante.

Por que você desejaria encorajar as pessoas a pensar que elas deveriam possuir riqueza para serem um doador generoso? Por que não encorajá-las a manter suas vidas mais simples e serem um doador ainda mais generoso? Isso não adicionaria à generosidade deles um forte testemunho que Cristo, e não as possessões, é o seu tesouro?
5. Não desenvolva uma filosofia de ministério que promova menos fé na promessa de Deus ser para nós o que o dinheiro não pode ser.

A razão do escritor aos Hebreus nos mandar estarmos contentes com o que temos é que o oposto implica menos fé nas promessas de Deus. Ele diz: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13:5-6).

Se a Bíblia nos diz que estarmos contentes com o que temos honra a promessa de Deus nunca nos abandonar, por que desejaríamos ensinar as pessoas a desejarem ser ricas?
6. Não desenvolva uma filosofia de ministério que contribua para que o seu povo fique sufocado até a morte.

Jesus adverte que a palavra de Deus, que tem o intento de nos dar vida, pode ser sufocada pelas riquezas. Ele diz que isso é como uma semente que cresce entre espinhos, e é sufocada até a morte: “A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer” (Lucas 8:14).

Por que desejaríamos encorajar as pessoas a buscar a própria coisa que Jesus adverte que nos sufocará até a morte?
7. Não desenvolva uma filosofia de ministério que tire o sabor do sal e coloque a candeia debaixo da vasilha.

O que existe nos cristãos que os torna o sal da terra e a luz do mundo? Não é a riqueza! O desejo e a busca por riqueza têm o mesmíssimo sabor e aparência do mundo. Isso não oferece ao mundo nada diferente daquilo que ele já crê. A grande tragédia da pregação da prosperidade é que uma pessoa não tem que ser espiritualmente vivificada para abraçá-la; a pessoa precisa ser apenas gananciosa. Ficar rico em nome de Jesus não é ser o sal da terra ou a luz do mundo. Nisso, o mundo simplesmente vê um reflexo de si mesmo. E se funciona, eles comprarão.

O contexto do discurso de Jesus nos mostra o que é o sal e a terra. Eles são a disposição alegre de sofrer por Cristo. Aqui está o que Jesus disse: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. Vós sois o sal da terra…Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:11-14).

O que fará o mundo provar (o sal) e ver (a luz) de Cristo em nós não é que amamos a riqueza da mesma forma que eles o fazem. Antes, será a disposição e a capacidade dos cristãos amarem os outros mesmo durante o sofrimento, enquanto se regozijam porque a recompensa deles está no céu com Jesus. Isso é inexplicável em termos humanos. É sobrenatural! Mas atrair as pessoas com promessas de prosperidade é simplesmente natural. Essa não é a mensagem de Jesus. Ele não morreu para assegurar isso.

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